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O Amargo Desfecho de Jujutsu Kaisen: Por que o fim da obra de Gege Akutami frustrou os fãs brasileiros

Ricardo Nunes

Ricardo Nunes

05 de março de 2026

O Amargo Desfecho de Jujutsu Kaisen: Por que o fim da obra de Gege Akutami frustrou os fãs brasileiros
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 O fenômeno global que redefiniu o gênero shonen nos últimos anos chegou ao seu capítulo final deixando um rastro de perplexidade e, para uma parcela considerável da audiência, uma profunda insatisfação. Jujutsu Kaisen, a obra-prima de Gege Akutami, encerrou sua jornada na Weekly Shonen Jump, mas o debate sobre a qualidade de sua conclusão está longe de terminar, especialmente no Brasil, onde a base de fãs é uma das mais engajadas do mundo.

Pressa e Pontas Soltas: O Problema do Ritmo Final

O Amargo Desfecho de Jujutsu Kaisen

A principal crítica que ecoa nas redes sociais e fóruns especializados brasileiros é a sensação de que o autor, Gege Akutami, "correu" para entregar o final. Após anos de uma narrativa densa e estratégica, os capítulos finais pareceram negligenciar o desenvolvimento emocional em favor de uma resolução técnica e, por vezes, anticlimática.

Personagens secundários que cativaram o público — e que em obras desse calibre deveriam ter encerramentos memoráveis — foram deixados de lado ou tiveram destinos sumários. No Brasil, onde o apego emocional aos personagens é uma característica forte do público de mangás, a falta de um "luto" adequado ou de explicações sobre o destino de figuras-chave gerou uma onda de críticas à Panini e às plataformas de leitura oficial. A sensação é de que o vasto universo de maldições e feitiçaria foi reduzido drasticamente para caber em um cronograma de publicação apertado.

O Impacto no Brasil e o Legado Manchado

O Brasil é um dos maiores mercados consumidores de cultura pop japonesa fora da Ásia. O sucesso de Jujutsu Kaisen por aqui não foi apenas comercial, mas cultural, influenciando estéticas e ocupando os Trending Topics semanalmente. Contudo, o desfecho "morno" corre o risco de manchar o legado de uma obra que, até então, era considerada impecável por muitos críticos nacionais.

Especialistas do setor argumentam que o final de Jujutsu Kaisen sofre do "mal do shonen moderno": a pressão editorial por conclusões rápidas ou o esgotamento criativo dos autores. Para o fã brasileiro, que investiu anos comprando volumes físicos e assinando serviços de streaming como a Crunchyroll, o sentimento é de que a obra merecia uma despedida mais grandiosa e respeitosa com a própria mitologia que construiu. O veredito, ao que parece, é de que Gege Akutami entregou uma obra técnica, mas esqueceu-se de entregar a alma que fez o mundo se apaixonar por Yuji Itadori e Satoru Gojo.

Ricardo Nunes
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Ricardo Nunes

Criador do Jutsu Nerd. Formado em Computação e especialista em filmes, séries e games. Além de programar, curto assistir animes.

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